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Tribuna
Luiz Rodrigues

POR QUEM FOR O AMOR

Por quem escrevi
linhas e linhas,
descarregou-se o tinteiro,
mas valeu-me cada escrita..
Por quem escrevi
escrevi por amor.
Olhando horizontes perdidos,
minh’alma se embebedou, sorriu, cantou, chorou.
Por quem escrevi
encheu-me o cálice de poesias,
repetidas vezes,
de sonhos e encantos,
de alegria e de pranto.
Por quem escrevi
bebi o néctar dos Deuses
e comi o fruto proibido.
Por quem escrevi,
por mim ou por ti
ou por quem tenha sido,
escrevi o amor.


DOR CALADA

É dor calada,
surda e cansada
de cortar noites de escuridão
vivendo solidão
e sangrando a alma.
É dor que agora se cala,
resigna a esperança utópica de amar.
É dor vazia,
rescindida,
que um dia cortou o peito,
molhou o leito
e sufocou-me o ar.
É só o amor
que de tanto doer
me fez desertar...

SOU O QUE SOU

Por vezes sol,
emano minha propria luz.
tenho a força deste astro,
o que me conduz.
Resurjo dia após noite
como um novo rebento
trazendo vida, dando rumo aos ventos.
Por vezes lua
que ilumina a escuridão
acolhendo sonhos
nas noites frias de solidão.
Luz alva que ilumina a alma,
força mística a revoltar
as ondas do mar.
Um ser aprendendo a amar.
Adulto, menino,
traçando meu próprio destino.
Pequeno grande homem
que derruba o gigante solidão.
Das dúvidas do mundo
sou o sim e o não, sussurrro e grito,
finito e infinito, coração e razão.
A aposta da vida no viver!
Sou o que sou
e a mim me basta!

 

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