
Ensaio
SAMPISTAS APOCALÍPTICOS(CLAUDIO DANIEL,ADEMIR ASSUNÇÃO E RONALD POLITO) OU CICLÓPICOS
Por Luis Serguilha
A profundidade do assombro radical indetermina a nuvem rítmica do LEOPARDO onde a condensação visível das origens míticas fragmenta e esculpe velocidades às várias superfícies da Tematização/HOMENAGENS . A liberdade deslustra as fontes do cavalgamento ao decifrar o simulacro-intérprete dos mistérios que aparelham alucinadamente a fantasmagoria epidérmica do universo antropológico.
As pulsações metafóricas do POETA CLAUDIO DANIEL são biologicamente polidas pela estremeção incomensurável das ciências da ELIPSE CIVILIZACIONAL onde a precipitação das (DES)CONTINUIDADES identifica intrinsecamente o atravessamento da centralidade antidiscursiva. A mancomunação dos eixos do absorvimento/sentidos cortam as impressões da composição, arquitectando as imagens da mutualidade e convertendo a habitação contínua da comunicabilidade em interposições fortemente líricas(OU incorporando o desregramento/dinamite no desejo das CONSTELAÇÕES CULTURAIS)
CLAUDIO DANIEL harmoniza os microambientes da pluralidade através do estonteamento da desintegração como se a organização da infrasombra flexibilizasse outra sombra-fragmento entre a pulveralização do sítio fractal.
A demarcação do apegamento vivificante dos confrontos monumentaliza a sombra-incendido-oriente-ocidente geradora da lógica cartografante e multidimensional.
A morfologia do LEOPARDO invoca a atmosfera cosmológica que constrói a plasticidade da direcção da sombra polinizadora/fractalizadora como uma interferência representativa duma cidade-poema, pois os albergues das matizes diversificam metamorficamente as áreas- fenda a fenda. ESTA espontaneidade acciona as emboscadas sensoriais que constituem as alcançaduras mutantes dos poemas.
A FLUIDEZ do descobrimento de rigorosas coordenadas biografa as rotas geográficas das encerebrações como se a sombra corporificasse e reanimasse as triangulações do POETA/LEOPARDO. O POETA capitaneia a catástrofe definidora da composição- sombra-a-sombra : motor das redes neuronais ou das microcirculações dos LEOPARDOS EM ALTERNÂNCIA com as hélices energéticas da recursividade das talhadeiras que singularizam as texturas da territorialização anti-discursiva . Será a sombra do leopardo a descodificação unificadora dos vestígios inter-hmisféricos da coreografia poética ou a geometria variável da imaginação instrumentalizando os territórios utópicos das linguagens. A radicalidade POÉTICA DE CLAUDIO DANIEL desregra as divisibilidades dos MAPEAMENTOS onde a expansão apocalíptica alimenta a desarrumação do interface sombra-luminescência para fertilizar o caos do poeta e o poeta potencializará outra conflagração caológica.
RONALD POLITO instala a intumescência interactiva do aparelho silencioso para projectar a ascendência do hibridismo-limite do confessionalismo . Atribui às unidades silenciadoras da permeabilidade linguistica o ardil imagético que intercede nas complexidades do assentimento “agramatical”. POETA da miragem e da sugestividade das alegorias ,burila e redescobre o tremor firme da insubmissão, construindo transferências magnetizadoras até às reconstruções da raia instantânea. RONALD ultrapassa as portadas da densidade com entrelaçadas formulações e difunde singularmente a desfocagem dos extremos para centrar os seus batimentos como uma espécie de babel perfomativa . A presença das plurissifignificações nos mecanismos textuais reforça a densidade bifurcada do autor “ de passagem” e de”terminal” reforçando a oscilação das arquitecturas multipolares das colónias semânticas que optimizam os micro-cursos do engenho libertário. ESTE GRITO (que também poderá ser “ reminiscência-acopladora” do pintor Edvard Munch) ATRAVESSA simultaneamente os campos da materialidade arrebatadora e as correntezas das metamorfoses excêntricas do corpo, como se as estratégias da complementaridade criadora intensificassem os riscos da linguagem labiríntica. RONALD agrega OS DESLOCAMENTOS anfibológicos das figuras do corpo para excitar o ataque da mutabilidade arqueológica das imagens que estruturam a presença proprieceptiva do dualismo fugacidade/vida. Estas TRANSPOSIÇÕES poderosamente balanceadas nas subunidades da arborização/corpo impulsionam a cosmogonia onde “pelo corpo” a interactividade/turbulência de DONIZETE GALVÃO/POLITO TRANSFORMA-SE numa eito propulsor de multivariáveis periocidades: atmosferas poeticamente membranares a oscilarem par a explosão das composições singularizáveis. ESTES dois Poetas alfabetaram o caos através dos acrescentamentos das catástrofes do corpo e actuaram nas malhas das instalações experimentais porque tinham urgência na identificação dos centros para amoldarem o desejo da espiralidade .
ADEMIR ASSUNÇÃO CONVOCA o confronto da reintegração cinematográfica inovando as polifonias e as intermitências das plasticidades entre a volatilidade sanguínea da insatisfação, evidenciando simultaneamente a miscigenação. A SUA espacialização subvertedora DEFINE a singularidade da confabulação explosiva e a intensidade dos planos mutáveis e trágicos das multilinguagens, quer sejam cosmopolitas quer sejam perturbadoras sonoridades indígenas ou mesmo transmutações das essências paradigmáticas da fenomenologia:vanguardismo/ancestralismo/espiritualidade/fotograma ácido.
O POETA-MÚSICO ADEMIR ASSUNÇÃO cadencia a extrema actividade da ZONA BRANCA num sintoma indispensavelmente guerrilheiro e fulgurante, consubstanciando a livre crescença poligonal nas dicotomias sonho/real; liberdade/cárcere. ADEMIR confirma o deslocamento cáustico ,reforçando a materialidade da frontaria assombrosa e sequencial, onde os efeitos sonoros desagregam o artesanato da conformação espácio-temporal interpenetrando na desmontagem da urbanidade. Esta altercação resgatadora das ascendências malditas transgride libertadoramente a multidão hodierna como um veneno a multiplicar a violência morfológica e metonímica das palavras.
ADEMIR ASSUNÇÃO CLAUDIO DANIEL RONALD POLITO investigam fenomenologicamente a esfericidade da solidificação espácio-temporal onde a desintegração dos encadeamentos fantasmagóricos fluidifica o desassombro perfomativo para uniformizar a linhagem do receptáculo visual das circularidades é aqui que os extremos e os confins salientam a adjacência da experimentação radical.
A potencialidade da pegada das dissonâncias demarca a efervescência do desvairamento: sinais da proliferação das possibilidades laboratoriais que se autofecundam sobre O ESMALTE polifónico e dissemelhante do mundo.
Os movimentos das excentricidades destes POETAS extravasam as concepções verbais para desacorrentarem as espécies cartografadas do enraizamento porque a percepção consagra a corrente imensurável dos planos implosivos.
CLAUDIO, ADEMIR E POLITO caminham na CONDENSAÇÃO dos seres labirínticos mudando construtivamente a inclinação flagrante das imagens para aperfeiçoar o sistema fortificante e inaugurador das volubilidades das articulações/palavras/erectas/horizontais. A liberdade destes POETAS investe sobretudo no anti-discursivismo e ostensivamente desfoca a presentificação das hélices axiomáticas, desdobrando as arenas modelizáveis para apelarem às oscilações das espessuras e às metáforas da volatilização. Estas descodificações germinam na obscuridade/cinematografia dos sentidos :- combinação fervente e reconquista parcelada da perfomatividade.
As consagrações musicais/mitológicas/existencialistas são biografadas na complexificação do organismo simbiótico como uma projecção da intercorporalidade ou uma metalinguagem a decifrar uma superfície do planeta-poeta-planeta-palavra para atear as multicentralidades imaginárias entre as contexturas desautomatizadas que disseminam libertadoramente as reescritas.
Os poemas destes POETAS transplantam a consanguinidade e o frémito imunológico desnatura-se como um corpo hospedador a emular-se na fractalização dum jogo criador onde os maquinismos da insatisfação concentram os silêncios dos compartimentos para mundializar a lâmpada da resistência entre a consciência do insulamento e a engrenagem dos detalhes. AQUI “nestes compositores” há uma manifestação celular a transmitir as habitabilidades da observação-ideia-.experimentação onde os cristais proliferam sobre a conflitualidade dos oxímaros formando outros triângulos da complementaridade conceptual.
A estrutura semiológica transparece na navegabilidade caleidoscópica e o seu secretismo ascende no corrimento dos signos como uma movimentação descomunal a interpretar os interfaces do contraveneno topográfico
As arcaduras polissémicas ilustram a escuridão das balanças potenciadoras das transladações hermenêuticas onde outras sombras-limites deslindam os entrelugares rítmicos das bússolas remotíssimas dos POETAS.
O desconcerto das rotas dos POETAS CLAUDIO DANIEL, RONAL POLITO E ADMIR ASSUNÇÃO indetermina a omnipresença do imaginário e a neutralização desmultiplica-se no cerco arqueológico da fractalidade como o curso da gestação a escorar o abalo atlético das metamorfoses, criando vantagens infindáveis na heterogeneidade das linguagens. APOSTAM em diferentes sombras-filosóficas para incitarem a catástrofe da luminosidade , a corpulência das fábulas e a exuberância absurda da tragédia humana. Todas estas incorporações fertilizam a desterritorialização das entidades dos relâmpagos, polvilhando geograficamente a operatividade germinativa do fractal-corpo-POETA onde a flutuação topológica dos flashes infinitos autoperpetua a praticabilidade combinatória do desassossego.
Os signos precursores dos contágios das palavras-leopardo-de passagem-zona branca perspectivam a dominação conceptualizadora das zonas-cosmos que recolocam a excitabilidade do poema na imaginação antropomorfa fraccionando a sombra contaminadora : - terminal-cinematologias-felídeos- para aproximar as ideias na extensão da pesquisa da humanidade. Aqui a dimensionalidade inventaria a mecânica gravitacional da experiência como uma fundição anatómica a organizar o desempenho das forqueaduras- alucinação-textos
O arrebatamento da IMPREVISIBILIDADE alucina o próprio abismo das TRÁGICAS ZONAS BRANCAS/CINEMITOLOGIAS , dos caleidoscópicos LEOPARDOS e das articulações verbais-estrelantes do TERMINAL/DE PASSAGEM, como um sorvedouro transformador do tempo . A incandescência do calibre destes armamentos-poemas invade a investigação da mobilidade-palavra descentrando o lúzio da fractilidade Aplicar a estabilização da colheita-palavra no prenúncio genesíaco das interlocuções entre os espelhos e a actualidade é dissecar a mudança na agitação das descontinuidades porque a complexidade da nuvem poema/urbanidade/passado, estrutura o encadeamento interactivo dos desconhecidos olhares das multisombras que os felinos-POETAS descrevem entre a variabilidade constitutiva do texto
CLAUDIO, ADEMIR E RONALD ABRAÇAM a navegabilidade que difunde as flechas cartográficas das metáforas ou o físico insubordinado das metáforas das metáforas; travessia inesgotável dos acenos depuradores dos pêndulos das loucas possibilidades.
A parcelarização das evocações é causadora das praticabilidades desconhecidas como um curto-circuito a iniciar um plano homocêntrico sobre a participação salomónica da linguagem. HÁ um vértice hiemal a comparar os circulos iniciadores dos sentidos que aproximam os abismos da homocentricidade como a resistência construtora de espécies a decifrar a espiralidade do entressonho . ESTA voltagem criativa destes POETAS SAMPISTAS circula nas micro-arquitecturas-GRAFITES da procura do desconhecido reabsorvendo o alongamento multicelular da hermenêutica.
A complexificação vascular dos textos-PAULISTANOS articula as transições rotadoras dos sentidos, cooperando com os princípios libertadores doutras espirais para avivar o aperfeiçoamento fecundante da teia metamórfica .
A GERMINAÇÃO REINAUGURADORA E RENOVADORA dos sentidos DOS POETAS desemaranha a diferenciação da espiral , esta interpreta a poeticidade do pré-lugar como a energia do estrondo a coabitar na plasticidade do tempo. “ O TEMPO ESSE GRANDE ESCULTOR” YOURCENAR.
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