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Ensaio
"INESCRITO” TRANSATLÂNTICO
Por Luis Serguilha

                                                                                                      
____ BASEADO NO LIVRO "INESCRITOS" DE LUCI COLLIN

As cascas dos pêndulos da cosmopolização descolam-se
                                                                 entre os carregadores de matrizez da vinhagem ( rufar das estirpes­­­ unificadoras dos radares da mordoma-mor-das-esquadras-lacteas ) e as morfinas imprevistas dos portos localizam as terminologias ópticas das ROSAS VELOZES
                    que enigmaticamente
                                                        aspiram as incubações das lamas luminosas
                   onde os halos das aterragens revisitam os búzios pensativos dos atlas-hinos para balouçarem nas boleias dos socalcos aéreos
( abantesmas-interruptores dos pórticos interiores a enforcarem as camaratas fotográficas na computação do tórax lunar)
Nas gradações artesianas das placentas transatlânticas desencadeiam
                os arpões magníficos dos lugares“INESCRITOS” IMPRESSORAS DOS RUMORES das cividades
                                          balouçando na voluptuosidade dos crisântemos( bailados das pássaros-meridianos das contexturas excêntricas)

“No céu como diamantes” as minúsculas ânforas de mercúrio coordenam as pautas das jóias no arquejante gérmen das acelerações cerâmicas
                                  e os relâmpagos insaciáveis da seara contraria a soberana demarcação dos astros da escrita
                                 como um contorno explosivo da actínia a vislumbrar o cavalo ultramarino da lava outonal (vulcânica autora na ferocidade da espiral vermelha onde o enigma fascinador da sua existência sela as baías da respiração das luzes )
As fronteiras do canavial indecifrável flutuam
                                                           sobre o andamento das vertiginosas substâncias porque a caçada antropófaga asila-se nos ancoradouros das veias incalculáveis
                                                                                                 dos núcleos da futuração ( ( A vaticinação química dos equinócios inclina-se nas manufacturas caleidoscópicas das raízes
                                              para irisar os fechos dos filamentos lucífugos) DIAMANTE diluviano a extasiar as constelações das ressonâncias
                                                               entre os mênstruos das penínsulas aracnídeas onde os corpos flumíneos das palavras desabrocham nas flamívomas ervas
                         das danças autobiográficas ( profusamente os protectores dos pavões das laranjeiras aclamam os cânticos arquitectónicos das argilas genuínas para ascenderem iluminadamente nas tecedeiras invencíveis
                           das caravanas da obscuridade ( diamante de vespas fulminantes no cio inaugural dos itinerários dos abismos autorais ____ grão selvático no refluxo magnético dos navios da linguagem arterialmente inoxidável )
­­­­­­­___”PARTO DO NADA”__ escorpião-vermelho liquefazendo o abate selectivo das telas giratórias da respiração e o anzol das vocalizações sonoras cinge as aves brancas do sangue (ourives imaginário a tropeçar no universo dos violinos de fogo para serpentear
                          entre o crocodilo-do-aquário e a rosácea prestidigitadora
                                 que furiosamente subtrai os corredores das tendas herbívoras às meninges zodiacais forjando as moléculas do arsenal dos candelabros
                         entre a rebentação das amêndoas onomatopaicas (fundo perfeito dos enxames impacientes)
          
                 UM CENÓGRAFO BRUXULEANDO

O rés-do-chão das embarcações vibra nos icebergues das comarcas
                                                      improvisadas nos soluços fosforescentes das telefonias que louvaminham os fórceps dos sanatórios tecnológicos
                                         e os bafos engatilhadores dos epicentros do crédito hipotecário aprisionam as guelras virgens das catástrofes
                                      para envolverem as termómetros industriais nos cardumes puros das antropofagias aqui a pressuposição dos camaleões epifânicos sobreaquecem os alforges dos helicópetros
                                        como asas bombardeiras a pressionarem
                                                                                 as artérias submarinas das tripulações
(tarântulas-ansiolíticas nas bagageiras das claques das radiações electromagnéticas)
                                                  e as diástoles da hipocondria orbícola dos metropolitanos (pletóricos) fracturam as armaduras das cortesias dos agenciadores por grosso.

“virtudes do Alerião” malha das rotas reinventadas pela energia hidrográfica do tigre-absurdo
                                                    entre as escalas da ventana dos polvos labirínticos ____estes ancinhos esfíngicos a resplandecerem nas balanças dos naufragantes centros botânicos
____esta radiografia muscular a transmudar as embocaduras diurnas dos insectos como um organismo de estrias rítmicas no exercício alto das linhagens das laranjas ou a bifronte água dos bichos no giro absoluto das flechas do tempo

Secreta fragilidade do fogo A RESPIRAR a configuração selvagem (no interior de si)___ gruta imensamente electrizada nos gestos das ervas sonâmbulas
e os holofotes das poças sazonadas reencontram a correnteza louca dos pedúnculos assim os canais minúsculos do relâmpago trovadoresco dispersam as cavidades do estojo da sonoridade______________________________
Quotidianas esférulas subterrâneas no sémen da ressaca dos asteriscos minerais Sorvedouros cilíndricos a atravessarem as estações dos mamíferos
                                                  como um desvio degolado da espontaneidade vernal (origem aventurosa das teias da cidade desmemoriada
                                    onde as raízes ofegantes das víboras desdobram os pássaros transparentes das abóbadas
                                   para açambarcarem os vestidos rapidíssimos da originalidade nocturna___ uma escritora a perseguir majestosamente(incendiariamente) o escafandrista  silencioso das subversões

 

 

                              UM  REALIZADOR DE REFINARIAS

As borras-antídoto do vento das pistas falsificadoras electrificam as placentas dedáleas            
                                                                       entre as estampilhas alarmantes dos abutres e o ultimo amadurecimento dos museus da electricidade
(turbulência nos pedregulhos dos aeroportos___ cercadura genital dos mercados de capitais a detonar os garrotes das cédulas carnívoras
          sobre os bípedes zoológicos da barganha)__________(HIENA humanamente PRODIGIOSA fosforescendo os peixes dos arquivos
                        onde os palatos acústicos da menstruação dos chocalheiros desenredam as fisionomias dos insecticidas do casino)
As alpacas das sirenes envidraçam as geladeiras das seringas
                                                               ordenhadoras dos minúsculos corredores aéreos onde os aventais de gesso do firmamento exportam os impulsores
                                                          dos cios das patas-lanternas dos timoneiros lunares para artilharem os bolbos voantes dos silos GRAVITACIONAIS
                                                                 ( VENTRÍCULOS NO INTERIOR oculto da gangrena autobiográfica)

“FIGURAÇÃO” glândula radiosamente bulbosa no colossal passo
                                             do esconderijo do cavalo herdeiro das portas dos séculos e das matilhas abstractas_______________________________________________
Os declives apócrifos dos quadros configuram indomavelmente
                 as vibrações consanguíneas das reminiscências (cornúpeto de inundações orbitais na substância da varanda-relâmpago _______ este secreto pólen de olarias magnéticas no berço das veias da ambulância dos leopardos
( paciente tendão da transparência na roupa centrifuga das lâmpadas )
A estridência desconexa do ovo-habitação é incessante
                                                          porque desenraíza os nós das estrelas ao bocejar nas ascensões fugidias das polinizações)
 
                          INEBRIADOR DE  PLACENTAS HERÁLDICAS

A movimentação rústica das laranjas desemoldura as vocações das amígdalas terrestres 
                                                                           entre as dedicatórias indomáveis das asas como um eixo de pressões caligráficas a desfechar a explicação secreta do alabastro
( onomatopeias do aluamento a dissecar a alçaprema das calças da inflorescência
                                            sobre o azougado ASCENSOR das câmaras de madeira
____ últimos cargueiros a fundarem abismalmente as antenas da devastação metereológica ___ úlcera cirúrgica a bombear as fibras das pedrarias experimentais sobre a escritura do acervo geológico lapidado no interior da luz vaginal
A ejaculação intermitente do tétano TERRESTRE desvela a truculência da metodologia dos animalejos tecnocratas
                                     que absorvem compulsivamente os parágrafos da escabrosidade dos ventríloquos financeiros ( ópera luciferina a matizar o trono proceloso da térmitas entre os lubrificantes das patas congeladoras da bacilose)

 

 

“Imagens desabrigadas” ___as pinças mortíferas da interinidade são concebidas anatomicamente
                                                      pela argumentação incomensurável das termiteiras onde o ruído evocativo das sandálias baptismais amortece a ambição dos espiões de alicerces
O silo PURO dos asteriscos desbloqueia
                                                            os bichos amofinados das virilhas dos instantes
_____ este relógio de archotes a latejar nos degraus dos escaravelhos eternos da turgescência vegetal
( vigílias policromas dos pulmões nos corredores oblíquos do cacho solar___ ou o violento simulacro das horas no abdómen do navio do sono opulento___ ou o sigilo dos trópicos granítico a empurrar a virgulação uranológica do farol
                                  sobre as escoras das radiações cavernosas da águia)
A imobilidade do umbigo vascular das funduras dilata
                                                                                  os chifres angulosos da hibernação ___ carruagem reluzente dos refrigeradores de arbustos hiemais
                          onde a especialização espasmódica do sangue das cobras
                                                                    deflagra anonimamente o inóspito assopro do guindaste acoplador das válvulas do tempo. 

 RESPIRADORES DE LABAREDAS MITOLÓGICAS

 

As choças das glândulas parabólicas dos aérodromos projectam
                          a contaminação das mordeduras de cobra nas aparelhagens do picadeiro onde as lavandarias aceleradoras de  zigotos-mosaicos
                                                                             recompensam os biógrafos das epifanias entre a esterilidade zebróide  da assembleia comercial
As estátuas quadrúpedes dos pintores de orelha-de-urso citadinas são sopradas
                                                    pelos sistemas artesianos das heranças cinematográficas onde os lóbulos da murmuração dos infravermelhos
                                                                                  concentram violentamente
                                        os volantes desnatados das construtoras de cúpulas de naftalina (os canalizadores dos focinhos cadaverosos fixam os signos vozes rudimentares no transporte ascético do informulado satélite das alergias) (cornos sibilantes nos meridianos dos bajuladores concêntricos das biografias___ manípulo de limalhas a enfumar as pílulas cavaleiras das esplanadas mercantis ) 
A potência dos dedos verticais dos gasedutos-oleodutos mastiga a cataclismo
                                                                                          das unhas-de-fome dos  pombos e a sonoridade triangular dos tinteiros dos espiráculos contrabandeia as intumescências dos caçadores de redes-ambulatórias dos aeroportos
(flâmulas de esforço no perfume dos pontos cardeais
                        que suspendem os assacadores -acusadores das excursionistas milenares) película dos Ideogramas agachada admiravelmente
                                                                               nos lençóis denteados dos caminheiros que acrescentam as aves dissipadoras dos crepúsculos à figueira-da-índia
                                                 refluindo o turbilhão do oxigénio dos ventres interpolares
Conjecturar a turvação das tampas transitórias das colmeias
                                              para invadir a adulteração dos papos salinos do vocabulário _____ AGULHA da abafeira olfactiva (hibiscos nas vertigens das magnólias)___ ___obsessor dos mapas estonteantes da Cassiopeia ( espécies de hortos ascensionais a metamorfosearem as formigas do gigantesco suspensório dos salões)

“QUALQUER SEMELHANÇA (relato autobiofágico)” Equilibrista angulosa a orientar a arqueologia do trovão anfíbio das sementeiras
                          e a aspiração dos raios-cometas dos loucos prodígios dos estúdios das serpentes argonautas embrenha-se nos itinerários dos veleiros
                            para extravasarem as circunferências doutro animal panorâmico que persegue sideralmente
                                               as hélices do desvario nostálgico( células desmoronadas a forragearem as escoltas dos idiomas rastejantes
                                                       onde os rasgões da falcoeira alastram os domínios dos mastros ameaçadores da criação orgânica_____ ambição ofuscante a ordenar os pormenores dos monumentos do cerejal
                            como um chicote brevíssimo da flamífera comemoração a difundir a garganta desmedida do fogo das abelhas
                     sobre a projecção dos diques protectores das consciências das casas___
Desembarcadouros dos SILÊNCIOS  ciclópicos a improvisarem
                                                     as cumeeiras das ramagens da impossuida tradição
( outra casa telegráfica no batimento dos eléctrodos terrestres
                  onde as combinações das crineiras inquiridoras estreitam as iluminuras dos espasmos
                        entre as clivagens das cicatrizes das lâmpadas)
A história dos desfiladeiros consagram as espinhas das ondulações
                como cercos da borboleta-calendário-dos-crepúsculos a enlouquecerem as árvores porque o tremor da ascendência das raízes
                                 refulge na cavalgadura inflexível das sílabas do tubarão-Ártico (respiradouro das parábolas circundadas pelo íntimo ópio dos cabos das cordilheiras ___ maça navegadora a nasalizar as latitudes reluzentes do abrigo___ escritora no trapézio esplendoroso da hospedaria ubíqua 

 

                 Mergulhadoras de líquenes insondáveis
                
As analogia do engodador de inflamáveis lavaduras matrimoniais
                                                                                 aparelha as clorofilas das campânulas entre as pérolas da emasculação esfaimada dos escorpiões
                                                                   onde os saracoteios electrónicos da comedeira mugem desabafadamente
                                         sobre a inventariação do asfalto primata
                                                                 e os lampianistas repercutem os acasalamentos dos sons das cerejeiras
                                       entre os belíssimos satélites das variantes nocturnas
Os nascimentos das colheitas sincronizadas( lavra-inflamadora-biológica) escrituram os gestos vociferantes das uvas cubóides
                                                             entre a denteação enodada dos laníferos
 (ligação dos insulamentos nucleares a restaurarem
                                                          aereamente a lentidão do sombreado das corujeiras)
 
“DESINÊNCIAS” -integridade dos ninhos biológicos na encruzilhada anónima dos itinerários históricos
                                                           onde a duração abismada do nome circunda a abóbada da aprendizagem do sol ___ este arqueamento polivalente e enigmático a transgredir as topografias da cosmovisão ___ esta contrabalança de símbolos nos espelhos arrebatadores da vocação radical ( as colinas-sementeiras das palavras a transgredirem as reflexões biográficas da poeta-nativa alucinada com os relinchos da cisão dos instintos
Profusamente as pálpebras incontaminadas das palavras perfumam as sombras dos pirilampos fossilizados
                                                e o frémito do bosque espontâneo fecunda
                                                                                                   uma cópula de invenções como um navio de desabrochamentos
                                                               a escutar as fertilizações vingativas do silêncio

           Equitação mortalmente crepusculina

                         
As alimpaduras varredouras da cidade escarpam
                                                                      as equivalências da cosmogonia boquiaberta sobre a confrontação endosdópica do transito glandular
                                            e os dragadores desensarilham as grainhas das NAVALHAS renascentes da estrada
                        onde os avarentos da estabulação atribuem às cornetas das sinuosidades os confins respiratórios da valeira dos últimos pianos pós-conflagração
 (as criaturas enroladoras de chinfrins clandestinos oferecem as fibrilas ancoradas à excentricidade auricular dos uníloquos da segurança alimentar)

As nau da marmelada dos meteorologistas aquinhoam o atordoamento toponímico
                                 com a entrosagem dos passaportes-azulejos dos patronos das pragas e os lebreiros indeterminam o baluarte acetoso dos insectívoros perpendiculares à elisão dos insuladores outonais
                                          onde o esbanjamento dos bastões vegetativos desamamenta
                                                                                              os  centuriões da crisalidação entre a estacaria da cachaceira-dormideira ) ( farpa de porcelana na caverna fremente das carraças transgénicas  )
Sinetas de bosteiro no hibridismo dos rangidos da infantaria industrial
                                                                      e as esporas pantanosas da perseguição solar antepara os embrulhos dos conhaques
                                                             como uma ferradura de reticências a escalpelizar as arestas da sombra das serpentes( retraimentos climatológicos a aplainarem as hastilhas arterializadas dos linces)( perfumaria das câmaras anti-sifilíticas a acatarem os casulos das mitografias
                                  onde os hieróglifos-castanholas dos relâmpagos glandulíferos estriam os hímenes da peçonha sibilítica
                                       para deleitarem-se sobre o crepitáculo dos laseres das forragem)
 

 

ALBERGUES dos vídeos da glaciação a desfrutarem das escamaduras
                     dos paralelepípedos-desaguadouros e as toalhas citrinas da diafanidade cambiam as arras irónicas das fiandeiras
                  sobre o entroncamento hipotético das bóias ampliadoras dos corvos-de-crista
E o anúncio do insectidídio criva-se na circulação das estátuas estrábicas
                          para desemaranhar a intersecção dos arcos das penteadoras dos líquenes (industrialização agrícola a solidificar a emancipação hemisférica
                                                                                                      dos pilares do magnésio entre os encadeamentos das chibas petroleínas
                               onde as gigantescas contusões dos microorganismos involucriformes encolerizam os cronómetros dos invasores de arrozais
                                                 para despistarem o alumínio-toupeirão do estacionamento das modulações das floras sulfúreas
 
“FLOR BELA DÁLMA” 
Alentejo dos gritos metafísicos sob o vulcão universal da orquídea-poeta
(transmissores das genealogias embriagados pelas arroubamentos das ressonâncias___  faróis a emanciparem vertiginosamente
                                       o palácio da perfloração ___cascavel do silêncio-ultravioleta a dedilhar os nervos calcinados da terra____ ilha de leoas incandescentes
                                                                 entre as inomináveis íris do centeio vermelho onde os castiçais de espasmos empinam loucamente
                                                         a arquitectura das regiões supersticiosas das aves ____cutelos das habitações prolongados ocultamente
                                                                      pelos náufragos ressonantes da poeta intensamente amante
e as braçadeiras do espectro das vértebras magnéticas concentram a juventude dos círios das geografias nos diálogos cítricos dos barcos (esgaravatadores de vedações lunares)
Instantânea serpente a desidratar os alguidares dos auditórios
                                                             na perfeição do estrangulamento dos signos
___ cisterna mineral indestrutível no seguimento das alavancas
                                                                               dos aradores dos corpos volúveis
___ fundamental extinção do maquinismo assexuado da brancura ( estridência nas incrustações fluviais)
                                      onde a síncope placentária incendeia as hastes das merendas (ressurgidas) das roldanas anárquicas das galáxias

                   DEVASTADOR DE MIGRAÇÕES
    
Tutano hexagonal  das torrentes ( ciclos agrícolas das panteras) a cronometrar
                                                        o delírio construtor das POLIFONIAS das vespas ___ calcário sobrenatural transportado na órbita subcutânea
                                                                           dos bebedouros persuasivos da claridade ___ atmosfera dos vulcões sonâmbulos a depurar a anunciadora das províncias maternais
                  onde os polegares SANGRENTOS da intempérie regeneram cegamente
                                                                                  os mapas interiores da planície____ e as colónias antigas das ruminações espalham desmesuradamente
                                                                            as maturidades das falanges das gelosias onde o resplendor do PETRÓLEO dos vestíbulos alui os sinos autómatos da entrevista cibernética(coração-trevo a fulminar  as zonas pormenorizadas das pústulas alfandegárias)
A ala indomável dos bandos(grifos cilíndricos)
                                                                      amolda os dicionários das alfaias explosivas entre os ementários aluados dos cactos migratórios
___ o desassossego dos haustos solares esculpe os bules das gramáticas equinociais 
                                                                      sobre o usurpador de epidemias dos viveiros porque a implosão das reentrâncias civilizacionais é revivida sombriamente
                                                                        pelos fungos erosivos do sangue telefónico
(tubérculo de poros hipotecados na greta intempestiva dos utensílios gravitacionais)
A simultaneidade dos aguilhões vulcaniformes
                             atravanca o ouro vaginal das amestradoras dos tímpanos da incubação onde os arcos preciosos dos figos açamam centripetamente
            a combustão da ferida críptica(  fracção dos torvelinhos translúcidos a assombrar a linfa mitológica do coral das vulvas)
___ uma dissolução dulcíssima das canas idiomáticas da equipagem das vindimas inventada lapidarmente
                                       pela flexuosidade rigorosa das artérias ___ou o sumo palpitante das harpas marítimas a acomodar a implantação das cartilagens dos batuques
                                                                        na arguição reparadora dos FELÍDEOS___
Os contérminos das urtigas do raciocínio alvejam
                                                           as manchas do culto macroscópico das transcrições do diafragma paradisíaco
                                               e as galochas de cálcio escorcham os caudais poliédricos das fracturas parasitárias
(clientelas lombricóides a crivarem os soluços misantrópicos nas sentinelas vomitadoras de dédalos de míldio)______________ ( as jaulas dos meridianos de mármore soletram as sumptuosidades dos embargos solares
                                                                       para ramificarem as inscrições das bússolas nos  intervalos dos abdómens dos bois portuários)
A engenharia mágica (dos auscultadores periféricos) transmuda os rastilhos suculentos dos glóbulos da criação
                    porque os quadris camuflados das modulações oferecem bigornas sísmicas aos compêndios das embocaduras do aleitamento terrestre_____ vagem da máquina entontecida a galgar os pespontos carnívoros da luz___ perímetro opaco da guerrilha das cisternas a turvar soberbamente
                                                        os galhos PATINADORES dos precipícios
( esponjeiras granitosas em torno da roupa talentosa dos ensaiadores de archotes alimentares)
Intensamente as tapagens medievais coalham os cubos inumeráveis das plataformas (compositora hipnotizada no corpo violento das galerias batidas
                                                                    pelas ECTOPLASMAS DAS MIGRAÇÕES) 

 

        

“O CORPO TOTAL DAS ESTRADAS”

( outras estradas nas viagens espiraladas das renas e as águias IMPENETRÁVEIS retardam a inviabilidade das arquitecturas perpétuas
                                                      para revolverem as chávenas estrídulas dos museus
___ a jubilação dos meridianos parte furtivamente
                                                                            entre as candeias dos touros rupestres
___  a multiplicidade do vinho é selada no enfurecimento das efígies
                                           onde as congeminações delirantes da memória arquejam nas coordenadas das bailarinas eruptivas 
___o acasalamento dos insectos reinaugura os caminhos comburentes da poeta-BALSEIRA)
Cabeceiras enérgicas da roseira cercam as vísceras do acrescentamento selvagem do milagre solar ( jardinagens das áscuas terrivelmente incansáveis)   
                                       Outra estação cinematográfica debruçada nas almofadas  permanentes das penumbras
___  as escrituras dos molhes transcorrem nas vítimas demoradas dos pólipos reflectidos na evaporação das flores ( filamentos volumosos da precipitação fechados no lanhura planetária da obscuridade) 
Dons atravancados na impura estamparia do pensamento (ATELIER  supremo no  tardamento inquebrantável das caixas das LOUCAS VAGAS)
___ expansivas MADEIXAS DOS ANIMAIS sobre a altíssima esfera primitiva das confidências___ faca termalmente
                                         esgotada a mexer no concreto coruscante do  estatuário (das álgebras tumefactas da velocidade)
e a homérica pêra dos aviões
                                                 é dolorosamente lascada
                                                             pelos parêntesis sábios das inabaláveis glicínias
As forcas higiénicas das antevisões suspiram nas blusas do arvoamento urbano      
                                                                     onde os incensórios das montras acrisolam a mutabilidade da golfada fosfórica
                                                               para admoestar a alienação das esferográficas nos ecos dos sabres flumíneos____ e  as toalhas pneumáticas dos forrageiros electrificam os jactos feridos das amoras
                                                          como um transmissor sintético dos papa-jantares a fundirem o rompimento sequencial dos coadouros solares ( uma coordenada de engaços de ganga a auscultar o tribunal das lulas realinhadas nos boatos dos timoneiros )
O  giz VENDEDOR dos caminhos de ferro arregala
                                                         o probabilismo da autenticação da erva-da-muda (mecanismo demolidor dos lavatórios solares entre a ascendência dos artefactos radicais das pigmentações rolantes)__:  eclipses forasteiras no limite das ladainhas dos materiais___ técnica potente sobre as espigas autónomas
                    das morfinas do AGUACEIRO___(HALO NA PLAUSIBILIDADE DO ALECRIM BETUMINOSO)  
As selas TÚRGIDAS das audiências arremedam os cistos
                                    dos sotaques dos corvos___ //  ___esta arranhadura enfaixada na translação das ombreiras milenares ___//___
                              esta erudição metereológica nas arenas
                                                                        das ventoinhas selvagens
                                                                        dos mosquitos da dedaleira
                                                                        dos vernizes imperiais dos harmónios
( leão estético na imensíssima retaguarda da taxista das aglutinações dos púrpuros sargaços)
___ licença das anémonas orgásticas a gorgolejar nos trampolins
                                                                                   clandestinos dos tanoeiros solares onde o madeiramento contraverte as salpicaduras da lunação
                                       sobre as vidraças dos repteis lançadores de tactos geológicos _______ purulento polvo de soporíferos a dedilhar a circunspecção do furúnculo dos vólvulos citadinos
       entre o cotejo alígero dos mutismos cardiovasculares do estratégico mastro___ _____ou___ a embriaguez multiplicadora de chapas piromaníacas a exorcismar os prantos das gengivas dos chacais
                                                      sobre os discursos ópticos-nodulares dos pássaros punidores dos voos rasantes
A ebulição musical das bainhas tribais afaga as fórmulas
                                                            dos insectos fixadores de coágulos longitudinais como um combate de fulcros a AFIAR PURAMENTE
                                                                               os sistemas da quimioterapia vegetal
                              onde as cãibras da companhia dos pincéis de vertigens
                                              cerram uniformemente
                                                                                        as tumescências dos territórios que reconciliam as salívas hipnotizadoras dos noticiários
   (congregações a grasnarem entre os couces  dos rendeiros dos baldes de rações)

“DIR-TE-EI QUEM”  (cinematógrafo a decifrar interiormente o elixir(resina dos fósseis) da circulação___ profusão das bandarilhas sazonadas dos respiradouros ___ maxilar diluviano a designar os germens do tropel interminável___(época dos projectores das papoilas)  ___ cachoeira bifurcada a transviar as clareiras das dedicatórias exiladas

               SOBRE as cauterizações microscópicas ___ cadafalso compacto das iluminuras___ (chocalho dos cardumes a purpurar as vizinhanças divisíveis da navegação   )

                             orfandade CONFESSIONAL das rosas dos fogos “(psicotópicos)”

 

 

 

             Telégrafos protectores das framboesas

 

Contentores das foices ósseas-solares-diraquática-tatuagem-das-cristaleiras
Sedimentação das pistas dos esternos dos meteorólito
                                             como uma confidência dos camarotes dos papa-formigas nas evoluções dos cotovelos do atoleiro( ou o gancho do imo das mansardas dos jogadores anguiliformes a encolerizar as têmporas dos balneários-casinos corujas-da-arribação) ou a carraspana na visão panorâmica dos moluscos
___ este acordo dos lobos  na conquista geográfica das esquírolas dos auto-retratos da babel
___ esta cisura geométrica na reconstrução das torres de controle___
Os telescópios desfocam-se tempos a tempos nas triagens dos despenseiros (pássaros unificados a escolherem a cidade deformadora das miras de geleia)
 __  amputação das manobras dos bombardeiros( porque as retinas do saxofone é o motor 2 nos emissores dos liames fronteiriços____
____(os lampejos dos alcatruzes vincam minuciosamente as celuloses dos tambores nas traseiras fendidas dos camiões)___  ( as lentes derramadas dos sótãos agrícolas despovoam a repetição dos concussionários de fungos
                                          que triunfam nas fissuras dos ganchos do trovão nómada____ __________resta ao lançador de árvores atrelar as goelas dos protocolos à ignição muda dos voos dos pássaros )

“ESSÊNCIA-NOSTÁLGICA SALVAGUARDA-VERDADE DESTE DEPOIS_________A ALMA DO NEGATIVO”

 

                         ( GINECEU NA MUDANÇA CALEIDOSCÓPICA___:
mulheres-dínamos abocanham as feras das emboscadas das hospedarias
                                      como círculos da fuselagem vegetal no ritual das barragens desorientadas
___  barbatana gigantesca das trovadoras
                                    entre as faixas transversais da metamorfose dos arquipélagos
( disseminando as pontes biográficas da miscigenação)
___ realizadoras do andorinhão solar a convocarem os coros revigorantes da louca hibernação___ RESSONÂNCIAS das cavaleiras urbanas nas trepadeiras transgressoras dos resguardos mutantes
___ mostruário das direcções mordentes entre as “CADÊNCIAS” dos arados imaginários das resistências
                                                       e a culminância dos brincos das medulas articula as emissárias dos dialectos alucinantes
                                                                     sob a arribação das searas migratórias___ ______insecáveis manipulações vulcânicas a regressarem às trajectórias das areias das víboras-cata-ventos
___a estremeção das ilustrações galardoa os sigilos antiquíssimo das moradas
                   e a ventilação dos interstícios das lenhadoras assegura as concordâncias das dunas
__um naufrago extravasa o fenómeno contemporâneo das mulheres astrais____ “e as pedras, como fossem plantas respiram”___ visibilidade das relojoeiras fluviais a enlaçar os úteros renascidos no dinamite vegetal das jangadas_______________________  

                  Bastidores dos abismos 

 

Cabeceiras de estampilhas nas fraldas do habitador alfabético
                                                   e o embotamento dos controladores atmosféricos pisca no fertilizante dos botes encrespando os palheiros do fac-símile das intempéries___
                   a mostardeira das fagulhas embute as cátedras milenares nas comutações dos currais
 ______  esta garganta de astrónomos cirúrgicos (invólucro das auscultações dos tractores crudelíssimos dos comícios)____
_______as sentinelas levadiças das âncoras rasam os quilogramas incandescentes dos cardumes filiformes
A voltagem das chiadeiras das quadraturas TRADUZEM os carburantes da percepção porque a respiração instrumental  do olho-de-boi persiste no mangual da aviação falida  O acendimento dos estames equaciona a gestação explosiva dos diálogos oculares
                                                       onde os lapsos dos halos esféricos alistam os esófagos das cornucópias nas unhas-de-fome do grande painel cinematográfico)( desfecho muscular a desunhar as moléculas do dactilógrafo
_____ culminância das ameixas astrais equivalentes
                                                    às cópulas sinfónicas do centro das vias
                                                                que espalmam o periodicidade química do navio como um curto-circuito a encamisar  as simbioses dos bunkers de gel
                                                                  para ministrar as caligrafias úberes da pelugem dos cofres aéreos
                           onde os refeitórios dos herdeiros citadinos enceram a cavilhação das abóbadas-mandíbulas-vampirizadas
Louca-gigantesca-actriz ___antena da cristalografia__ ( intangibilidade das canoas indígenas que manipulam os meniscos das elucubrações dos bichos do ciclone) ENTRE A extracção adamantina DA linguagem ___ as sibilinas tatuagens da ciência dos vasos orgânicos arvoram as velas transatlânticas multiformes na monumental ”entrevista ao vivo”__ ___estranhamente centrípeto  “ este destino de ir” ___ ___frenética seda dos ofícios reveladores das crateras lúbricas da ___  “PULSAÇÃO DO INESCRITO”
 

 

               

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Georges-Pierre Seurat nasceu numa abastada família burguesa em Paris, e estudou na Escola de Belas Artes, para onde entrou em 1878. Contribuiu para a pintura francesa ao introduzir uma técnica mais sistemática e científica, chamada divisionismo ou pontilhismo a que ele chamou Pintura Óptica.

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